Sobre o curso

A imagem como potência

O curso, que teve início em março de forma presencial no Centro Cultural Vila Fátima, mas foi interrompido devido à pandemia da Covid-19, tem como proposta levar informação sobre história, linguagem e crítica cinematográfica para os alunos. Nesta nova etapa, os encontros serão realizados de forma online, e com a possibilidade de tradução em libras, caso surja a demanda.

O curso “A imagem como potência” é realizado por meio do Edital BH nas Telas, com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Nós temos duas turmas: uma online, que está com inscrições abertas para o módulo “Introdução à crítica cinematográfica”, e outra presencial no Centro Socioeducativo Santa Terezinha, com aulas para uma turma reduzida de até seis alunos, respeitando o distanciamento social e as orientações de saúde pública

Dividido em quatro módulos, o curso apresenta e debate o universo cinematográfico de maneira social e inventiva, realizando um movimento de escuta e co-criação em um encontro de saberes da experiência. Segundo o professor Cícero Pedro Leão, o foco do curso será o diálogo, buscando ouvir e registrar as impressões e comentários dos jovens que muitas vezes estão distantes dos debates críticos e cinematográficos. “Acreditamos que as vivências dos alunos podem fornecer uma espécie de crítica cinematográfica única, seja ela oral ou escrita, que somente eles podem desenvolver, uma vez que esses jovens têm uma experiência própria que precisa ser destacada”, comenta.

Assim, o percurso se dará de duas formas: a primeira, buscando fornecer ferramentas analíticas e históricas para os alunos pensarem o cinema e a segunda, incentivando que as suas vivências, como jovens e espectadores, também entrem nas suas reflexões críticas. Os comentários, debates e exercícios das aulas serão registrados em um portal online construído para o próprio curso e que será alimentado por professores e alunos.

A iniciativa

O curso é a ampliação de uma iniciativa do pesquisador Júlio Figueroa realizada no Centro Cultural Venda Nova. A construção de ambas atividades passa pela necessidade de outras vozes que não estão nos espaços de debates cinematográficos serem ouvidas, bem como suas vivências e percepções serem registradas, contribuindo para uma discussão ética, plural e cidadã da imagem. A busca pelo conhecimento dos jovens levou Figueroa a participar ativamente do curso, no qual a valorização do conhecimento verbal e não verbal e o processo mais intenso da escuta serão priorizados no último módulo, em junho, ofertado pelo pesquisador. 

O professor do módulo “Introdução à crítica cinematográfica”

Cícero Pedro Leão é mestre em Comunicação Social pela UFMG, com pesquisa sobre o cineasta Jean Renoir. Apresentou trabalhos acadêmicos em eventos como a Socine, o Ecomig e o Colóquio Discente do PPGCOM/UFMG. Jornalista pela mesma universidade, atua como crítico de cinema no portal Cinemascope e na revista Rocinante. Foi bolsista da FAPEMIG no projeto de pesquisa “Política da Imagem, subjetivação e cenas de dissenso: operações de visibilidade no fotojornalismo”. Atualmente é professor e coordenador do projeto “A imagem como potência”, aprovado no edital BH NAS TELAS, da Prefeitura de Belo Horizonte. 

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